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Desempenho Ambiental


       


Eficiência Energética nas Escolas

O Programa Connected Urban Development (CUD) nasceu do compromisso da empresa Cisco relativamente ao Programa Clinton Global Initiative para a redução das emissões de carbono. As cidades fundadoras foram S. Francisco, Amesterdão e Seoul, sendo que em 2008 quatro novas cidades foram incluídas ao Programa, incluindo a cidade de Lisboa.
Para além da Cisco, o programa CUD para a cidade de Lisboa conta como parceiros a Câmara Municipal de Lisboa (CML), a EDP e o Ministério da Educação, através da Parque Escolar.
No âmbito do Programa de Modernização do Parque Escolar destinado ao Ensino Secundário, e como parte integrante do Connected Urban Develpment para as Escolas Sustentáveis e conectadas, o Ministério da Educação e a Parque Escolar estão a trabalhar proximamente com a Cisco no processo de testar o Programa EnergyWise num ambiente de Escola.

O objetivo global desta abordagem é desenvolver e testar todos os componentes de uma escola mais sustentável e energeticamente eficiente, combinando poupanças energéticas com a produção de energia renovável local, de forma a se alcançarem reduções substanciais na pegada de carbono das Escolas Piloto para este projeto. Os resultados serão utilizados igualmente como material educacional, de forma a encorajar a participação de alunos, pais e professores e a permitir a criação de consciência sobre questões das mudanças climáticas no universo Escolar.
Em 2008, o projeto arrancou em fase piloto em 3 Escolas de Lisboa, para o qual se pretende:
  • Redução dos custos energéticos e da emissão de gases causadores do efeito de estufa;
  • Monitorizar os consumos de todos os equipamentos ligados em rede e conseguir relatórios agregados dos consumos energéticos que permitam conseguir um entendimento claro dos hábitos e consumo energético das Escolas;
  • Otimizar o consumo global de energia, através da criação e divulgação de políticas de poupança junto dos utilizadores (funcionários, professores e alunos)
  • Regular o consumo energético através das tecnologias de informação e das redes de infraestruturas.
O piloto pretende melhorar a experiência de ensino através da utilização das TIC, enquanto fator fundamental para o aumento da produtividade e da eficácia da escola através de atividades administrativas, desmaterialização e simplificação de processos.
Em relação à eficiência energética, o objetivo final é combinar a poupança de energia, através do uso inteligente de soluções de tecnologia como Cisco EnergyWise e alterações comportamentais no uso de energia, com a produção local de energias renováveis, de modo a alcançar uma redução substancial do consumo de energia e da pegada de carbono.
Trata-se pois de levar a cabo uma prova de conceito centrada nas pessoas e seguindo uma abordagem user-friendly, apoiada num modelo económico e ambiental que possibilite o estabelecimento de métricas de sustentabilidade replicáveis à escala global.
O ano de 2009 foi marcado pelo arranque efetivo e operacionalização da fase piloto do Programa EnergyWise, tendo-se desenvolvido as seguintes atividades:
  • Com o objetivo de testar o maior leque possível de tecnologias, complementando o portfólio de equipamentos informáticos que já hoje equipam as escolas do Programa de Modernização em curso – ativos de rede ethernet e wireless, computadores, videoprojectores, quadros interativos e sistemas de videovigilância, foram implementadas nas escolas piloto, com o apoio da Cisco, centrais telefónicas IP;
  • Com vista a testar, no âmbito do Programa, a integração da componente TIC com os sistemas de iluminação e de AVAC dos edifícios, foi implementada na Escola Secundária de Rainha D. Amélia, com o apoio da Schneider, uma solução avançada de Gestão Técnica Centralizada que permite a monitorização e gestão integrada e centralizada desses equipamentos;
  • Também com o apoio da Cisco, foi iniciada a implementação na Escola Secundária de Rainha D. Amélia de um projeto-piloto de controlo de acessos às salas de aula, com o objetivo de testar as potencialidades de comando integrado dos sistemas de TIC e Gestão Técnica Centralizada;
  • Construção do Value Case do projeto EnergyWise, que, para além de permitir à Parque Escolar ter uma noção mais detalhada dos resultados do projeto e simular possíveis cenários de roll out do mesmo, faz parte do toolkit que será partilhado com qualquer outra cidade ou país que pretenda implementar um projeto semelhante;
  • Implementação da versão pré-beta do EnergyWise na gestão do parque de Computadores Pessoais, de Switching e de Wireless Access Points das escola, mediante o estabelecimento de políticas ativas de gestão dos equipamentos, tendo-se obtido poupanças de cerca de 30% relativamente aos consumos normalmente registados.


Promoção da Energias Renováveis

Como culminar das políticas de monitorização e gestão eficiente dos consumos energéticos, projetadas no âmbito da estratégia ambiental da Parque Escolar e da parceria com o programa Connected Urban Development, surge e o conceito de tornar os edifícios Escolares energeticamente autossuficientes através da produção de energias renováveis localmente.

No que respeita a energia solar térmica, todos os edifícios estão preparados para produzir água quente sanitária para os balneários por uma instalação de aproveitamento de energia solar, complementada por sistemas de apoio, e já em funcionamento nas Escolas em fase de exploração.

Com o objetivo de possibilitar, por um lado, a avaliação das tecnologias disponíveis no mercado das energias renováveis e, por outro lado, testar as respetivas modalidades de exploração e potencial de produção, foi decidido avançar com a implementação do Programa Renováveis nas Escolas com centrais fotovoltaicas e eólicas piloto nas quatro escolas Fase Piloto do Programa de Modernização – Escola Secundária de D. Dinis, Pólo D. João de Castro, Escola Artística de Soares dos Reis, Escola Secundária de Rodrigues de Freitas.

Estas centrais piloto, com potência na ordem dos 20 a 25 kw em energia fotovoltaica e de 5 a 6 Kw em energia eólica, representam uma primeira fase de instalação de centrais de produção de energia.

O Programa Escolas Verdes tem como objetivo tornar 350 escolas como miniprodutores de energia elétrica representando um contributo para:
  • O desenvolvimento de um modelo energético descentralizado, que coloca a produção próxima do consumo, trazendo benefícios em termos de redução das necessidades de redes e redução das perdas no transporte;
  • O aumento da produção de base renovável do País;
  • Redução da dependência energética do exterior e das emissões de CO2;
  • Dinamização dos sectores ligados a produção de energias renováveis e soluções de eficiência energética.
Constituem desafios da Parque Escolar, nesta matéria, a curto e médio prazo:
  • Apoio na implementação dos projetos de energias renováveis alternativas nas Escolas;
  • Monitorização dos consumos e da poupança energética alcançada. Neste ponto salienta-se a necessidade de realização de um acompanhamento próximo em termos de redução dos consumos de energia e emissões de CO2 ;
  • Manutenção dos equipamentos como forma de maximização da produção energética.


Redução de Consumos nas Escolas

A Parque Escolar tem uma forte preocupação com os consumos energéticos das escolas e para tal definiu um conjunto de medidas com vista à redução dos mesmos, que tem vindo a aplicar nas Escolas intervencionadas, sempre que possível:
  1. Instalação de Baterias de condensadores – com a sua instalação é possível compensar o fator de potência mantendo-o a um nível elevado, mas diminuindo os custos;
     
  2. Reforço da Manutenção Preventiva – efetuar manutenção periodicamente e de acordo com as regras dos fabricantes para manter os níveis de eficiência dos aparelhos e reduzir as suas taxas de avarias, manter o sistema de iluminação devidamente limpo, substituir periodicamente os filtros dos equipamentos AVAC, etc.
     
  3. Distribuição uniforme de cargas – existência de uma distribuição uniforme pelas três fases quando se alimentam equipamentos monofásicos a partir de uma rede trifásica, evitando desequilíbrios de corrente e sobrecargas nos circuitos, resultando assim menos perdas globais
     
  4. Colocação de variadores de velocidade – a colocação de variadores de velocidade pode levar à economia de energia de cerca de 50%
     
  5. Seccionamento dos circuitos de iluminação – desligar a iluminação de emergência e de presença, durante a noite, fins de semana, feriados e férias
     
  6. Redução da pressão do ar comprimido – diminuição da pressão do ar comprimido para valores mínimos
     
  7. Colocação de redutores de caudal – colocação de redutores de caudal em fluxómetros, lavatórios, autoclismos e chuveiros;
     
  8. Melhoria do Sistema de Rega – programação do sistema de rega em função das necessidades de água, do tipo de solo e do sistema de régua. Aproveitamento da água da chuva para o sistema de rega, sempre que possível e economicamente viável
     
  9. Melhoria da Iluminação – aplicação de várias medidas com vista à redução do consumo energético
     
  10. Estrutura do Edifício – controlo dos ganhos de calor e de iluminação natural dos vãos envidraçados através da colocação de dispositivos de sombreamento adequados e dotar as escolas de palas nos não envidraçados, dimensionadas de forma a receber a radiação solar no Inverno e proteger da radiação solar no Verão

A Parque Escolar, no âmbito do Plano de Redução dos Consumos nas Escolas, calculou os investimentos necessários a realizar para obter poupanças anuais significativas. Tendo por base uma Escola tipo com cerca de 800 alunos 180 dias de funcionamento.


Investimento a realizar nas instalações sanitárias, os dados dos consumos com torneiras temporizadas e com redutores de caudal com eficiência mínima de 40%
 
Instalações Sanitárias Custo (€)
Lavatórios 617

Fluxómetros

238
Autoclismos 561
Chuveiros

494

Total 1.910


Poupança anual possível com redutores de caudal, em consumo de água
 

Tipo de Custo

Custo (€)
Investimento 1.910

Custo sem redutores

6.756
Custo com redutores 4.053
Poupança

2.702



Poupança anual com perfil de consumo de boas práticas, em consumo de energia elétrica
 

Tipo de Custo

Custo (€)
Equipamento Informático 5.744

Iluminação de Emergência

679
Poupança 6.423


Promoção da Segurança Ambiental

Recolha de Amianto

O amianto é uma fibra mineral natural extraída de certas rochas, que depois de adicionada a um produto aglutinante dá origem a materiais contendo amianto, tais como fibrocimento, materiais isolantes, resistentes ao fogo e com uma maior resistência.

Até ao conhecimento dos seus riscos, devido à sua abundância na natureza, ao seu baixo custo e, sobretudo, devido às suas qualidades (não arde, é resistente ao calor, não apodrece, é um bom isolador térmico, acústico e elétrico, é fácil de tecer, etc.) foi largamente utilizado na indústria, tendo sido chamado de “rainha das fibras”.

O perigo do amianto reside essencialmente na possibilidade da inalação das suas fibras que podem alojar-se nos pulmões, onde podem permanecer durante anos. O nosso organismo reconhece-as como um “corpo estranho” e reage tentando eliminá-las, através das suas células de defesa que, com o objetivo de destruir as fibras, libertam determinadas substâncias. Estas substâncias, além de se mostrarem incapazes de eliminar as fibras, agridem os pulmões e aí podem surgir várias doenças.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), todos os tipos de amianto são perigosos para a saúde.

Quando as fibras de dimensões respiráveis são inaladas (as fibras mais perigosas são as que apresentam comprimento superior a 5µm e diâmetro inferior a 3µm), podem alojar-se por bastantes anos nos pulmões e provocar asbestose, fibrose pulmonar, cancro do pulmão e mesotelioma.

O risco de aparecimento de doenças depende do grupo a que pertence a fibra, das suas dimensões, da concentração e do tempo de exposição.

Embora a remoção do fibrocimento com amianto só seja obrigatória quando se verifica o fim de vida das mesmas (DL 101/2005 de 23 de Junho), a Parque Escolar assumiu como parte das intervenções a remoção das chapas de cobertura em fibrocimento, a qual é realizada em atenção à legislação existente.

A remoção constitui um processo cuidado, de modo a que não se soltem fibras, que o material seja devidamente acondicionado e transportado a vazadouro autorizado. Os trabalhadores que procedem à remoção devem estar protegidos e a operação é acompanhada pela medição de partículas do ar, de modo a prevenir a segurança de trabalhadores e dos utentes próximos. As operações integram os Planos de Segurança e Saúde, tanto a nível do Projeto como em Obra e são previamente objeto de comunicação e deferimento da Autoridade para as Condições no Trabalho.

A remoção desta substância conduz a uma maior segurança na saúde escolar e no seu ambiente.

Foram conduzidas operações de recolha de amianto nas escolas descritas.

A Parque Escolar, EPE recolheu, até agora, cerca de 268 200 m2 de placas de fibrocimento num total de 165 escolas intervencionadas, correspondentes às Fases 0, 1, 2 e 3 do Programa de Modernização das Escolas com Ensino Secundário.


Proteção da Biodiversidade

No âmbito do programa de Modernização das Escolas do Ensino Secundário, a Parque Escolar contrata, para cada projeto de intervenção, uma equipa de projetistas, que integra um arquiteto paisagista, que elabora o seu projeto tendo em conta as plantações já existentes nas Escolas e com os seguintes objetivos:
  • Valorização do espaço envolvente à Escola, proporcionando à comunidade Escolar espaços verdes agradáveis e integrados com a realidade local;
  • A proteção da biodiversidade local;
  • Expansão das áreas verdes existentes.
O plano paisagístico promove, sempre que possível, o transplante de árvores, apenas se realizando o abate quando as árvores ou arbustos já se encontram mortos ou prejudicam o crescimento de outras árvores e quando não são adequados ao ambiente Escolar, colocando em risco a saúde dos alunos.

A Parque Escolar não procede ao abate de espécies protegidas.

A atividade da Parque Escolar em 2009, não se localizou em áreas protegidas ou adjacentes às mesmas.

É preocupação da Parque Escolar, e dos seus projetistas, manter os espaços verdes nas Escolas, e, sempre que possível aumentá-los, no entanto o cumprimento dos programas, e as novas exigências de acessibilidade e conforto, conduz a que, por vezes, seja necessário fazer alguns sacrifícios.
O objetivo será, em cada Escola, ter sempre um saldo positivo, no que toca ao aumento da área verde bruta e diversificação do coberto vegetal.
O Manual de Arquitetura Paisagista disponibilizado pela Parque Escolar para os seus prestadores de serviços tem como objetivo normalizar e transparecer estes princípios e preocupações nos projetos paisagistas para as escolas.
Balanço de árvores e arbustos após a intervenção nas Delegações Regionais de Lisboa e Sul.